- O lucro líquido da Rémy Cointreau caiu 35% no exercício até março, para 78,7 milhões de euros, com vendas a descer 5% para 935,3 milhões de euros.
- As tarifas dos EUA e da China, aliadas à fortaleza do euro, pressionaram margens e aumentaram custos de produção.
- Apesar disso, as ações subiram mais de 10% na bolsa de Paris pela manhã, acompanhando o plano de recuperação de três anos da empresa.
- O grupo lançou o programa RC Forward para acelerar o crescimento, expandir-se em mercados emergentes e no canal travel retail, visando melhorar a eficiência e obter cerca de 100 milhões de euros adicionais em resultado operacional até 2028-29.
- A empresa aponta recuperação de marcas nos Estados Unidos, avanço da Rémy Martin na China e melhoria gradual do negócio de Travel Retail, com expectativa de crescimento orgânico de vendas a partir de 2026-27.
O grupo francês Rémy Cointreau registou uma queda de 35% no lucro líquido no exercício encerrado em março, para 78,7 milhões de euros, com as vendas a recuarem 5%, para 935,3 milhões. A forte margem operacional sofreu com tarifas nos EUA e China.
A valorização do euro, combinada com tarifas alfandegárias que afetam as vendas, pressionou as margens de lucro. O impacto incidiu especialmente sobre o cognac e outras bebidas espirituosas nos mercados internacionais.
As ações da empresa subiram mais de 10% na bolsa de Paris na manhã de quinta-feira, refletindo expectativas de recuperação. A cotação situava-se perto das 9h45 nos 42,12 euros.
RC Forward: plano de recuperação de três anos
A Rémy Cointreau apresentou o programa RC Forward, que visa acelerar o crescimento e reforçar o modelo de negócio. Pretende expandir-se nos mercados emergentes e no canal travel retail.
O grupo também pretende dinamizar a gama de cognacs premium e melhorar a eficiência operacional, estimando cerca de 100 milhões de euros em resultado operacional adicional até 2028-29 face a 2025-26.
Segundo o presidente executivo, Franck Marilly, as marcas ganham terreno nos EUA e a Rémy Martin reforça liderança e quota na China, com o Travel Retail a recuperar gradualmente e com ambição de duplicar a dimensão em três anos.
Para o próximo exercício, a empresa espera retorno ao crescimento orgânico das vendas, com melhoria modesta da margem operacional corrente. Em 2026-27, antecipa um crescimento orgânico sustentável das vendas.
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