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CGTP aponta fábricas encerradas e desmente dados do Governo

CGTP aponta encerramentos totais em várias fábricas durante a greve geral, contrastando com dados do Governo que indicam funcionamento pleno da indústria

Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP
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A CGTP anunciou, durante uma conferência de imprensa ao início da tarde, que a greve geral desta quarta-feira contra a reforma laboral contou com encerramentos totais de várias fábricas e serviços em Portugal. O objetivo é mostrar adesões fortes à paralisação, contestando dados do Governo.

Segundo o sindicato, setores industriais apresentaram paralisação total em várias unidades, com adesões de 100% na DS Smith, Saica, Schnellecke e Sovena. Também registam-se paragens totais na indústria alimentar, nomeadamente Bimbo e Cerealto.

Na mobilização do setor, a CGTP aponta ainda 98% de adesão na Exide e 95% na Bosch, bem como 100% na Cimpor. No têxtil, 99% de adesão na Mabera e 95% na Tearfil, segundo o balanço do sindicato.

Balanço divergente CGTP e Governo

Poucos minutos antes, a ministra do Trabalho afirmou que os dados recebidos pelo Governo indicavam que nenhuma indústria encerrou. Segundo Maria do Rosário Ramalho, todas as fábricas estavam a funcionar, conforme dados da CIP e de outras confederações patronais.

Entretanto, Tiago Oliveira, da CGTP, sustenta que a greve teve impactos significativos no funcionamento de várias unidades e serviços hospitalares, contrariando o discurso oficial.

Setores com adesões e impactos

A maior adesão verificou-se no setor dos transportes, com 98% nas oficinas da Carris e 85% na Transtejo/Soflusa. A CGTP aponta ainda impactos em serviços municipais, incluindo a recolha de lixo e o encerramento de alguns balcões de atendimento.

No setor hospitalar privado, o Governo afirma não haver adesão, mas o sindicato cita intervenções relevantes no Hospital Lusíadas Amadora, no CUF Sintra e no Hospital da Luz em Lisboa, citando a greve como fator de redução de funcionamento.

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