Maria José Ribeiro, mulher de 90 anos, recorda com pertinência a época em que a PIDE detinha prisões políticas. A portuense, antifascista, afirma ter passado 10 meses na prisão, frase que descreve como pareceram anos.
Detentora de uma activa participação cívica, foi co-fundadora do Movimento de Defesa das Mulheres, ainda no tempo do regime. A experiência na PIDE persiste como memória central da sua vida pública.
A antiga casa burguesa no 329 da Rua do Heroísmo, no Porto, funcionou como sede da polícia entre 1936 e 1974. Ali ocorreram detenções arbitrárias, abusos e tortura física e psicológica.
Contexto histórico da PIDE
Entre 1936 e 1974, mais de 7600 presos políticos passaram pelos calabouços da polícia do Estado Novo. As instalações registaram ao menos duas mortes durante o período, com muitos detidos a sair ligados a fios de vida.
Entre na conversa da comunidade