Com a crise de Ormuz a elevar os preços da energia, Feldheim, uma aldeia no leste da Alemanha, tornou-se exemplo de autossuficiência. Os seus 130 habitantes pagam apenas 12 cêntimos por kWh de eletricidade, graças a um sistema energético local.
A aldeia depende de várias fontes: turbinas eólicas nas imediações, uma central de biogás alimentada por silagem de milho e estrume locais, um parque solar num antigo local militar e uma caldeira de aparas de madeira como apoio. O excedente de energia é vendido à rede nacional.
Para manter a rede estável, existe uma bateria de armazenamento de 10 megawatts, parcialmente financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional. A construção de uma nova rede elétrica foi crucial após grandes empresas de serviços públicos recusarem participação.
A gestão do projeto recai sobre a Energiequelle, empresa por detrás do empreendimento, que defende a viabilidade económica da autossuficiência em pequena escala. A iniciativa depende de uma localização favorável, de uma comunidade empenhada, de investidores visionários e de apoio político.
O conjunto de instalações é visto como evidência de que a energia renovável local pode funcionar. Embora possa não ser adequado para todas as regiões, Feldheim serve como referência para o potencial de abastecimento direto às casas a partir de produtores locais.
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