Duas pessoas ficaram feridas e cerca de 70 moradores foram retirados de um prédio de dez pisos na cidade romena de Galați, junto à fronteira com a Ucrânia, após um drone russo atingir o edifício durante a madrugada. O fogo resultante obrigou evacuações no complexo habitacional.
O Ministério da Defesa romeno afirma que o veículo não tripulado entrou no espaço aéreo do país e detonou explosivos ao atingir o telhado. A operação militar associada visava infraestruturas civis na Ucrânia, nas proximidades da fronteira fluvial com a Roménia.
A gestão da defesa romena acrescenta que este é o 28º incidente de violação de espaço aéreo por drones russos desde o início dos ataques a portos ucranianos no Danúbio. Dois caças F-16 foram mobilizados para monitorização do UAV e resposta.
O presidente Nicușor Dan reuniu o Conselho Supremo de Defesa para avaliar o episódio, qualificado como o mais grave desde o início da guerra. O governo informou que o secretário-geral da NATO foi informado do incidente e da necessidade de acelerar capacidades anti-drone para a Roménia.
Reação internacional
Líderes da União Europeia reagiram a importância do evento, destacando a violação do espaço aéreo da Roménia e a escalada da agressão russa. O parteiro António Costa salientou a necessidade de reforçar a dissuasão e as sanções.
A NATO confirmou solidariedade à Roménia, afirmando estar pronta para defender cada centímetro de território aliado e monitorizar melhorias em capacidades de defesa na região. O bloco reiterou que continuará atento a evoluções na área litorânea.
Contexto regional
O Governo ucraniano descreveu o incidente como uma ameaça real para a região do mar Negro e para a estabilidade europeia. Autoridades romenas destacam que a situação não envolve apenas o território, mas a segurança conjunta da aliança.
O porteiro Andrii Sybiha indicou que a incursão aérea e o impacto no edifício demonstram riscos para a região, reforçando a percepção de que a agressão russa pode afetar vários Estados à superfície.
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