Durante o debate quinzenal na Assembleia da República, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, afirmou que existem cerca de 300 mil crianças em situação de pobreza em Portugal. A afirmação ocorreu na intervenção de 27 de maio, dirigida ao Governo de Luís Montenegro.
A discussão girou em torno de vários problemas sociais, incluindo a falta de médicos, a crise na habitação, o encerramento de urgências e a insuficiência de vagas em creches. O político citou a cifra como evidência de falhas estruturais no país.
Dados oficiais e contexto
Segundo o relatório Portugal, Balanço Social 2025, da Nova School of Business & Economics, em 2024 havia pouco mais de 301 mil menores em pobreza em Portugal, número próximo daquele citado pelo dirigente comunista. O estudo também indica que, em 2025, a taxa de risco de pobreza infantil foi de 17,6%.
O relatório explica que a progressão da pobreza depende de transferências sociais, ilustrando que, se as pensões não existissem, a taxa de pobreza infantil subiria para 23,9%, e sem qualquer apoio, para 26,5%. Em 2024, 5% das crianças em pobreza chegaram a passar fome por dificuldades financeiras.
Contexto estatístico
O INE define a taxa de risco de pobreza em 2024 como a proporção de rendimentos mensais abaixo de um limiar equivalente a 723 euros por mês (cerca de 8679 euros por ano). Este parâmetro ajuda a situar a magnitude da pobreza entre menores no país.
Conclusão informativa
O estudo de 2024 reforça a ideia de que o número de crianças em pobreza é elevado e próximo da quantia mencionada pelo líder do PCP. A comparação entre os dados oficiais e a afirmação política destaca a existência de um problema persistente na proteção social e nos recursos destinados a famílias com menores.
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