Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Europa pode tornar-se foco de chikungunya com calor a ampliar habitats de mosquitos

Alterações climáticas alargam habitats de mosquitos; a Europa pode tornar-se foco de chikungunya, com surtos potenciais nas zonas temperadas até 2100

Alterações climáticas podem trazer vírus da chikungunya para a Europa
0:00
Carregando...
0:00

A Europa pode tornar-se foco do vírus chikungunya à medida que o calor expande os habitats de mosquitos. Um estudo internacional mostra que temperaturas mais elevadas elevam o risco global, incluindo regiões temperadas.

A pesquisa, publicada na Frontiers in Cellular and Infection Microbiology, analisa 139 países ou regiões como zonas de risco. O estudo afirma que estas áreas representam 21,3% da superfície terrestre.

Segundo os autores, o aquecimento facilita a sobrevivência de mosquitos vetores em zonas que antes eram frias. O Dr. Ye Xu destaca a continuação da expansão para norte, sobretudo na Europa Central e no nordeste da América do Norte.

Mudanças climáticas e vetores

O chikungunya é transmitido principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, comum em áreas urbanas tropicais. O estudo também indica que alterações climáticas e mobilidade populacional aceleram a dispersão de mosquitos e variantes virais.

O pesquisador Yang Wu explica que o mosquito tigre Asiático tolera temperaturas mais baixas, o que facilita o estabelecimento em novos territórios à medida que as temperaturas sobem. Assim, a transmissão local pode aumentar.

Os cientistas observaram que temperaturas entre 18 ºC e 28 ºC aceleram o ciclo do vírus dentro do mosquito, elevando o tempo de transmissão e o potencial de surtos.

Propagação prevista e impactos potenciais

A chikungunya já é reconhecida como ameaça global, com transmissão autóctone em 114 países. Atualmente, a maioria da população mundial encontra-se em risco de exposição indireta.

A taxa de letalidade estimada é de cerca de 1,3 por mil, com perdas significativas de anos de vida ajustados por incapacidade. A equipa modelou cenários climáticos até 2100 com base em dados do IPCC.

Os cenários apontam que o centro-norte da Europa, o nordeste da América do Norte e o Leste Asiático emergem como zonas críticas em distintas projeções.

Preparação e estratégias de resposta

Ao analisar 2025, os investigadores registraram mais de 502 mil casos globais de chikungunya, com 186 óbitos em 41 países. A previsão é de agravamento com alterações climáticas.

As medidas recomendadas incluem monitorização de mosquitos, formação de profissionais de saúde para diagnóstico rápido e planos de resposta rápida para surtos, com foco nas regiões temperadas.

Antes de 2040, os autores indicam a vigilância antecipada de vetores e melhoria da capacidade diagnóstica em países como Reino Unido, Alemanha, EUA, China e Japão.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais