O primeiro trimestre de 2026 registou pela primeira vez mais crianças acolhidas em casas abrigo e espaços de acolhimento de emergência do que mulheres. Os dados são do Portal da Violência Doméstica, divulgados pela Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).
Entre janeiro e março, a Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica acolheu 1.383 pessoas: 678 mulheres, 684 crianças e 21 homens. Os números mostram um desvio face ao trimestre anterior, com mais 61 crianças e menos 27 mulheres acolhidas.
Durante o mesmo período, morreram oito vítimas de violência doméstica: seis mulheres e duas crianças. As informações baseiam-se em dados da Polícia Judiciária compilados pelo Portal da Violência Doméstica.
Aumento de acolhimento infantil e atividade policial
As ocorrências participadas junto da PSP e da GNR atingiram 6.949 no primeiro trimestre de 2026, mais 276 do que no trimestre anterior, evidenciando maior atividade das autoridades.
A teleassistência abrangeu 6.389 pessoas no período, um recorde, com 289 utilizadores a mais do que no trimestre anterior. Este fator coincide com maior procura por apoio imediato.
Perspectiva prisional e medidas de coação
No domínio prisional, os números apontam para 1.607 reclusos por violência doméstica, com 398 em preventiva e 1.209 a cumprir pena. Segundo a DGRSP, houve um aumento de 25 pessoas a cumprir pena e 22 em preventiva face ao trimestre anterior.
Quanto a medidas de coação, 959 pessoas tiveram pulseira eletrónica aplicadas e 3.168 frequentavam programas para agressores, muito acima do número de presos nesses programas. Em termos de participação comunitária, 211 agressoras e 2.957 participantes na comunidade.
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