A ministra da Saúde pediu esclarecimentos à ULS do Algarve sobre a grávida rejeitada pelo hospital de Faro, assegurando que nenhuma grávida pode ficar sem atendimento nestas circunstâncias. A aprovação veio após o incidente na sexta-feira passada.
Ana Paula Martins enalteceu a rapidez do INEM, destacando a necessidade de formação nas unidades de saúde para cumprir a lei e garantir o atendimento adequado. Em breve deverá chegar o relato completo sobre o caso.
O Hospital de Faro recusa atender uma mulher de 37 anos, grávida de 40 semanas, por não ter contactado previamente a linha SNS 24. O INEM assistiu-a à porta das urgências, mas o hospital ordenou o transporte para Portimão, a 70 km.
A grávida chegou ao final da tarde ao Hospital de Faro pelos seus meios, vindos de Almancil, sem inscrição prévia na urgência. O bloco de partos estava fechado e apenas uma obstetra estava disponível, para casos de risco identificados.
A mulher ligou para o 112 ainda no hospital; uma VMER esteve perto e acompanhou-a à porta das urgências. O médico do INEM confirmou a iminência do parto e pediu a abertura de exceção, sem sucesso junto do hospital.
Seguiu-se viagem de 70 quilómetros em ambulância, com a VMER a acompanhar. A criança nasceu saudável pouco depois de chegar a Portimão, ao final da tarde, numa ocorrência que envolve a linha SNS 24 e a legislação de triagem prévia.
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