A diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado, alertou que a desconfiança nas vacinas em várias partes do mundo está a provocar o ressurgimento de doenças, como o sarampo. O aviso foi feito numa audição parlamentar, na sequência de um requerimento do Chega.
A responsável da DGS garantiu aos deputados que vacinar-se em Portugal é seguro. Afirmou que, se não fosse, as vacinas não estariam disponíveis nem recomendadas pelas autoridades de saúde.
A dirigente explicou que a desconfiança atual já não é um pormenor, passando a ter impacto real na circulação de doenças erradicadas, citando o sarampo como exemplo em várias regiões.
Sobre a covid-19, Rita Sá Machado refere um estudo da OMS que aponta que a vacinação evitou cerca de 1,6 milhões de mortes na Europa. A prioridade é equilibrar riscos e benefícios de qualquer medicamento.
A diretora-geral reiterou que as vacinas contra a covid-19 usadas em Portugal cumpriram requisitos legais e demonstraram qualidade, segurança e eficácia, segundo padrões internacionais.
Ela sublinhou que, se houve uma lição da pandemia, é que os portugueses podem confiar na DGS, no Ministério da Saúde e nos profissionais de saúde. A confiança pública é fundamental, disse.
A ex-ministra Marta Temido, também ouvida, afirmou que a rápida aprovação das vacinas foi necessária pela urgência. Contudo, assegurou que o processo manteve cautela e normas rigorosas.
Relativamente à segurança, o Infarmed publicou em 2023 um relatório sobre a covid-19, com mais de 39 mil RAM até 2022, correspondendo a 1,4 casos por mil doses. Quase 28 milhões de doses administraradas no período.
Das RAM registadas, 8.518 foram consideradas graves, o que representa 0,3 casos por mil vacinas, segundo o mesmo relatório do Infarmed. Os dados referem-se ao início da vacinação, em 2020, até 31 de dezembro de 2022.
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