O ministro da Administração Interna negou hoje que exista qualquer contradição sobre o primeiro pedido de demissão do secretário-geral adjunto. Luís Neves garantiu que nenhum facto público belisca Viegas Nunes na presidência da SIRESP, empresa que gere a rede.
Em resposta a perguntas de jornalistas, o ministro explicou que houve uma troca de comunicações com o seu gabinete. O secretário-geral adjunto, António Pombeiro, pensou estar sob investigação do seu conhecimento, mas entendeu a necessidade de um documento claro para a comunicação social.
Segundo Neves, após esse esclarecimento, Pombeiro continuou a desempenhar o seu trabalho. O secretário-geral adjunto apresentou a demissão na sexta-feira, informando pessoalmente a nomeação de Paulo Viegas Nunes como novo presidente da SIRESP.
Contexto
O Governo cita um relatório da Inspeção Geral de Finanças sobre a SIRESP para sustentar a posição de que não houve irregularidades a apontar à gestão de Viegas Nunes, que esteve à frente da empresa entre 2022 e 2024. O ministro reiterou que não existem factos que indiquem ilegalidades.
O que motivou o primeiro pedido de demissão de Pombeiro foi, alegadamente, uma avaliação de irregularidades durante a gestão da SIRESP. A demissão foi apresentada após a nomeação do sucessor para a presidência da empresa que gere a rede.
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