O Comité Olímpico Internacional (COI) prepara-se para anunciar, no início de 2026, a proibição de participação de todas as atletas transgénero nas categorias femininas dos Jogos Olímpicos. A decisão envolve a mudança de orientação adotada até agora, que permitia competição com restrições de testosterona.
Segundo o The Times, o COI sustenta, com base num estudo médico, que atletas nascidas com sexo masculino teriam vantagem física mesmo após terapias hormonais prolongadas. A mudança pode abrir espaço para debates sobre categorias não binárias ou abertas e o impacto em diversas modalidades.
A polémica sobre igualdade de condições não é nova. Em Tóquio 2020, Laurel Hubbard foi a única atleta trans aberta a competir. Desde então, a discussão ganhou novo fôlego, com defesa de que a inclusão de atletas trans pode comprometer conquistas históricas do desporto feminino.
A direção médica do COI também citou dados de eventos recentes, incluindo debates gerados por combates de boxe em Paris 2024, onde uma atleta alegou vantagem desportiva após confrontos. O tema permanece sensível e envolve diferentes modalidades com exigências físicas variadas.
Subtítulo
Mudanças no modelo atual e alternativas
- A possível criação de categorias abertas ou híbridas é discutida por alguns stakeholders, para evitar excluir identidades não-binárias.
- Outros defendem que as categorias femininas devem permanecer para salvaguardar oportunidades históricas.
- O COI, no entanto, aponta para a necessidade de clarificar regras globalmente, evitando ambiguidades entre identidade de género e vantagem fisiológica.
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