O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a República Democrática do Congo (RDCongo) enfrenta uma epidemia de Ébola extremamente grave e de gestão complexa. A convicção foi partilhada numa reunião ministerial online da Africa CDC, a agência sanitária da União Africana.
Tedros Adhanom Ghebreyesus sublinhou que atrasos na deteção complicam a resposta, que tenta agora recuperar o atraso face a uma doença que avança rapidamente. O responsável da OMS planeia deslocar-se à RDCongo, acompanhado pelo diretor-executivo de Emergências de Saúde, Chikwe Ihekweazu.
A RDCongo declarou, a 15 de maio, uma epidemia causada pela estirpe Bundibugyo, sem vacina ou tratamento específico e com letalidade até 50%. A OMS acionou um alerta sanitário internacional.
Até ao momento, foram reportados 101 casos confirmados e 10 mortes, com mais de 900 casos suspeitos e 220 mortes em investigação. A OMS avança com a avaliação de risco de país, classificando o risco global como baixo.
Expansão regional e resposta
A epidemia tem epicentro provável na província de Ituri e já se estende ao Uganda, país vizinho. O Ministério de Saúde de Uganda confirmou dois novos casos, elevando o total para sete, todos em Kampala.
Os casos Ugandos incluem profissionais de saúde e uma pessoa que transportou o primeiro caso confirmado. As autoridades ugandesas mantêm os pacientes sob tratamento e registram contactos para vigilância.
A OMS elevou o risco regional para muito alto, mantendo o risco global como baixo. O objetivo é acelerar ações de vigilância, investigação e contenção para evitar maior alastramento.
Perspectivas
Angola encontra-se entre os dez países africanos com risco de ser afetado, de acordo com a Africa CDC. A transmissão ocorre por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados, provocando febre, vómitos e hemorragias.
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