Milhares de pessoas manifestaram-se em Madrid para exigir a demissão de Pedro Sánchez e eleições antecipadas. A marcha ocorreu este sábado, organizada pela sociedade civil e apoiada pelo PP e Vox, junto à Moncloa, sede do Governo.
A organização estimou cerca de 120 mil participantes; a Delegação do Governo em Madrid apontou próximo de 40 mil. Os manifestantes passaram a gritar frases contra o chefe do Governo e várias acusações de corrupção, sem detalhar nomes.
Algumas dezenas de participantes aproximaram-se do Palácio da Moncloa, o que obrigou ao corte de trânsito em algumas vias e numa faixa da autoestrada A6. Houve momentos de tensão com a polícia nacional, destacada para o local.
Até ao final da manhã não foram reportadas detenções, segundo a agência EFE. A marcha foi liderada por uma bandeira da Sociedade Civil Espanhola, reunindo mais de 150 organizações, com palavras de ordem contra a corrupção e em defesa da demissão de Sánchez.
A presença do PP incluiu uma delegação liderada pela presidente do Senado, Alicia García, que afirmou que os espanhóis exigem ver o que considera corrupção associada ao Governo. García criticou a gestão de Sánchez e disse que o tempo político está a esgotar-se.
O Vox participou com uma representação liderada por Santiago Abascal e outros responsáveis, sob uma faixa que defendia a expulsão de Sánchez. Abascal vincou críticas ao que qualificou como gestão migratória e associou-as a danos económicos.
A líder do PP, Alicia García, explicou que o protesto é resultado de descontentamento com uma suposta linha de governança associada a corruptos. A dirigente não referiu data de eleições, apenas a perspetiva de eleições futuras para resolver a crise política.
As eleições gerais espanholas estão previstas para 2027, conforme anunciadas previamente. A manifestação manteve o foco em exigir demissão de Sánchez e a antecipação do calendário eleitoral.
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