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Ébola no Congo pode tornar-se emergência humanitária, alerta a ONU

Nações Unidas adverte que o surto de ébola no Congo pode tornar-se emergência humanitária incontrolável; PAM pede 175 milhões de dólares

Congoleses com máscara, em Bunia, a 22 de Maio de 2026
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O Programa Alimentar Mundial (PAM) da ONU alertou que a epidemia de ébola no leste da RDP Congo pode tornar-se numa emergência humanitária descontrolada. O pedido visa reforçar o financiamento para manter a resposta emergencial.

A organização afirma que, sem ação rápida e coordenada, a crise sanitária pode agravar a insegurança alimentar e exigir intervenções mais amplas. O alerta destaca deslocações de população e movimentos transfronteiriços como factores de risco.

Segundo o PAM, 26,5 milhões de pessoas na RDC enfrentam insegurança alimentar aguda, com quase 10 milhões em nível de crise ou emergência no leste do país. O surto é visto como uma corrida contra o tempo para evitar uma catástrofe humanitária.

Ituri, no leste, é alvo de ações de assistência que incluem transporte de profissionais, carga médica essencial e apoio alimentar de emergência. A organização trabalha com o Governo local, a OMS e parceiros internacionais para conter a propagação.

UNHAS, o serviço aéreo humanitário da ONU, é mencionada como crucial para chegar a comunidades remotas com ajuda vital. O PAM já mobilizou centenas de profissionais e dezenas de toneladas de carga médica para as zonas afetadas.

Para manter as operações, o PAM estima necessidade de cerca de 175 milhões de dólares nos próximos seis meses, e mais 23 milhões para reforçar logística e alimentação em Ituri nos próximos três meses, conforme comunicado.

A epidemia está associada à estirpe Bundibugyo, com taxa de mortalidade entre 30% e 50%. A OMS aponta para a ausência de vacina autorizada ou tratamento específico, com o vírus possivelmente circulando há dois meses em Ituri.

Fora da RDC, Uganda confirmou dois casos importados para Kampala, com um óbito, enquanto o Sudão do Sul realiza mais testes. Ruanda proibiu a entrada de estrangeiros que tenham passado pela RDC nos últimos 30 dias para evitar propagação.

A OMS declarou o surto como emergência de saúde pública de importância internacional. O risco regional mantém-se elevado, com vigilância reforçada nas fronteiras e cortes de fluxo de viagem sob monitorização.

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