O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, participou num encontro informal do Conselho NATO-Ucrânia, em Helsingborg, Suécia. O tema em foco foi a proposta de alocar 0,25% do PIB dos aliados para apoiar a Ucrânia. O formato informal do jantar foi sublinhado pelo governante português.
Rangel afirmou a Lusa que o assunto foi discutido de forma ampla, incluídas conversas a dois, a três e em mais encontros, por se tratar de uma reunião informal. A proposta foi apresentada por Mark Rutte no final de abril e ganhou visibilidade há cerca de uma semana.
Portugal não revelou ainda a posição oficial sobre o tema, adiantando apenas que permanece solidário com a Ucrânia. O ministro manteve encontro com o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Andrii Sybiha, em contexto de agenda informal.
Quanto aos trabalhos de sexta-feira, Paulo Rangel indicou que o objetivo é trocar impressões sobre a situação na Ucrânia e no Médio Oriente, além de preparar a cimeira da NATO em Ancara, em julho. O ministro ressalvou a importância de definir resultados práticos para o futuro da aliança.
Sobre a recente tensão na região, Rangel descreveu a situação como provocação russa e disse manter a vigilância, recordando a presença de forças portuguesas na Estónia e na Lituânia. O assunto integra a agenda de segurança da aliança.
O encontro decorre num momento de atenção aos orçamentos de Defesa dos Estados-membros e aos desdobramentos na relação transatlântica. A ministra sueca recebe pela primeira vez um encontro da NATO desde a adesão do país em 2024.
Entre os participantes está o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, que tem criticado a evolução da NATO. O contexto acontece num ambiente de aproximação entre membros e de leitura crítica de compromissos estratégicos na Europa.
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