O Governo afirma que o volume de passageiros nos aeroportos portugueses aumentou quase 70% nos últimos 10 anos, enquanto as instalações permaneceram praticamente inalteradas. O Ministério da Administração Interna destaca ainda que houve reduções de pessoal e constrangimentos tecnológicos que agravam as filas.
A Comissão Europeia recusou a acusação de que as filas estejam diretamente relacionadas com o novo Sistema de Entrada/Saída (EES) da UE, segundo informação retirada pela Lusa. Em média, o processamento de registos pendentes tem sido superior a um minuto.
Reforços e medidas
Em julho, foram apontados reforços com mais 350 agentes da PSP nas fronteiras aeroportuárias, com foco nos aeroportos de Lisboa, Porto e Faro. O MAI afirma que a situação é monitorizada e que o Governo trabalha para mitigar falhas técnicas que afetam a cadeia de fronteiras.
O ministro refere ainda constrangimentos tecnológicos e a necessidade de várias tecnologias digitais interagirem entre si. A equipa governamental está a trabalhar para melhorar o desembaraço sem perder a segurança das fronteiras.
Perspectivas e planeamento
A partir de 29 de maio deverão aumentar as controls manuais em Lisboa, com mais boxes de controlo, e está prevista a expansão de e-gates. O objetivo é reduzir tempos de espera em grande parte dos terminais, mantendo a segurança necessária.
Os problemas nos aeroportos portugueses são atribuídos ao conjunto de fatores que incluem falhas pontuais de sistemas informáticos, obras em curso e um pico de passageiros em curtos intervalos de tempo. A equipa governamental aponta que a melhoria poderá levar algum tempo.
Situação atual e prioridades
O Governo mantém a posição de que a segurança do espaço europeu não fica comprometida pelo aumento de tráfego em Portugal. A aposta centra-se no reforço de meios humanos, na melhoria da interoperabilidade tecnológica e na agilização dos processos de controlo de fronteiras.
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