A paranoia em torno de drones atingiu a Lituânia na quarta-feira, com Vilnius a fechar o espaço aéreo, cancelar voos e evacuar altas figuras do poder. A suspeita era de uma incursão de drones, num momento de escalada entre a NATO e a Rússia.
O aeroporto foi encerrado e o parlamento lituano evacuado. O presidente Gitanas Nausėda e a primeira-ministra Inga Raginienė foram retirados para abrigos. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu publicamente a este incidente.
A dirigente vincou, via X, que as ameaças russas contra os Estados bálticos são inaceitáveis e que a Europa responderá com unidade. A mensagem seguiu uma carta de 15 eurodeputados bálticos a exigir condenação da Rússia pela escalada.
Donald Tusk, primeiro-ministro polaco, descreveu os acontecimentos como uma provocação coordenada, referindo-se a incidentes anteriores em que drones entraram no espaço aéreo polaco. A NATO já confirmou respostas rápidas dos caças aliado.
Numa linha de análise, o secretário-geral da NATO descreveu os drones como resultado da invasão da Ucrânia pela Rússia. Alguns aparelhos poderão ter origem ucraniana, desviados para desestabilizar o flanco leste.
O comissário europeu para a Defesa, Andrius Kubilius, indicou que a Rússia testa novas formas de pressão. A recomendação é aumentar a despesa militar da UE e reforçar o apoio ao flanco leste e à Ucrânia.
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