A geração Z dos Estados Unidos está menos interessada em fama e em ser influencer. Um estudo realizado pela Yahoo/YouGov com 1699 pessoas revelou que apenas 5% dos menores de 30 anos pretendem seguir carreiras de influência, e 9% desejam ficar famosos. Os dados apontam para uma preferência por opções profissionais mais discretas.
A pesquisa mostra que 79% da geração Z prefere uma vida privada, com apenas 9% a desejar exposição pública. Em relação a um estudo anterior, quase não houve interesse em influenciar, com apenas 5% a ambicionar essa trajetória.
Preferências profissionais e motivações
O levantamento indica interesse crescente em carreiras empreendedoras, médicas e docentes. Um em cada cinco entrevistados pretende ter uma vida semelhante a de um empreendedor tecnológico, criando a sua própria empresa. Além disso, 17% almejam ser professores ou intelectuais respeitados, 14% desejam tornar-se médicos e 11% aspiram a ser pais ou mães em tempo integral.
Entre as figuras públicas, Zendaya surge como referência mais comum, com 13% a escolhê-la como modelo. Rangos de popularidade de outras personalidades como Taylor Swift, Kylie Jenner ou Elon Musk ficam abaixo dos 10%, e 36% dos inquiridos não se identificam com nenhuma celebridade listada.
Contexto e leitura dos resultados
A privacidade é citada como elemento central para justificar a mudança de rumo, conforme analisa a pesquisadora Rachel Janfaza, da The Up and Up. Os jovens parecem preferir caminhos que não exigem presença contínua online, sinalizando um possível renascimento do offline na cultura profissional.
A explicação geral aponta para um distanciamento de conteúdos e formatos que tradicionalmente associam vitórias rápidas à vida pública. O estudo reforça a ideia de que o sucesso ainda é desejável, mas sem o peso da exposição constante.
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