A juíza de instrução aponta indícios de homicídio premeditado na morte de Isak Andic, fundador da Mango, ocorrida a 14 de dezembro de 2024 durante uma caminhada na serra de Montserrat, perto de Barcelona. A Justiça admite a possibilidade de motivação económica, afastando cada vez mais a tese de acidente.
A investigação, conduzida pelos Mossos d’Esquadra, consolidou novas linhas de prova que fortalecem a intervenção criminosa. Entre os elementos estão mensagens que sugerem tensão financeira entre Isak Andic e o filho Jonathan Andic, além de três deslocações do suspeito à área de Montserrat na semana do óbito.
A linha de investigação analisa contradições entre declarações de Jonathan e outros dados recolhidos, incluindo registos digitais e testemunhos familiares. O tribunal aplicou medidas cautelares após a detenção do réu: fiança de um milhão de euros, retirada do passaporte, proibição de saída do país e apresentações semanais em sede judicial.
Jonathan Andic acabou por ser libertado mediante caução, mantendo-se sob restrições enquanto o processo avança.
Medidas cautelares e evolução processual
A detenção levou a um conjunto de restrições que passam a vigorar durante a fase de inquérito, com o objetivo de assegurar a presença do suspeito e a integridade da investigação.
Reação pública e contexto humano
A notícia repercutiu no meio artístico e empresarial espanhol, gerando comoção entre familiares e colaboradores. A família Mango tem enfrentado um momento difícil, com impacto nas campanhas e na comunicação da marca.
A investigação segue para esclarecer as circunstâncias da morte e confirmar ou rejeitar a hipótese de homicídio com premeditação, mantendo-se a atuação das autoridades e a guarda de dados relevantes para o processo.
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