O movimento estudantil Fim ao Fóssil realizou uma marcha em Lisboa para exigir o fim dos combustíveis fósseis até 2030 e um futuro sem conflitos nem crises climáticas. A concentração junto ao Campo Pequeno reuniu dezenas de participantes de várias escolas, professores, médicos e investigadores. A ação encerrou uma semana de protestos organizada pelos coletivos Climáximo e Greve Climática Estudantil, com apoio de várias organizações.
Em frente à sede do Governo, os manifestantes pediram transformar o peso das más notícias em ações concretas. O grupo destacou a necessidade de clima, paz, saúde e habitação como pilares da agenda pública. O rasto da semana incluiu ações como pintura de murais e ocupação de espaços públicos para chamar a atenção para a crise climática.
Durante o percurso, o grupo percorreu grandes artérias de Lisboa, ocupou a Avenida Almirante Reis e a rotunda do Areeiro com discursos. Os participantes repetiram conselhos como “livro-me de armas, armo-me de livros” e “fim ao fóssil até 2030”. A marcha contou com assembleia popular e apoio de solidariedades com a Palestina.
Uma das vozes do Climáximo enfatizou a relação entre crises climáticas, guerras e impactos nos preços. A porta-voz destacou que governos e grandes empresas obtêm lucros, enquanto as populações enfrentam custos e riscos. O porta-voz da Greve Climática Estudantil reforçou a meta de eliminar os combustíveis fósseis até 2030.
No dia anterior à marcha, foram recolhidos alimentos e itens básicos num supermercado Continente sem pagamento, com redistribuição para quem precisava. A Sonae MC informou que vai apresentar queixa às autoridades após os furtos praticados na loja em Lisboa.
Próximos passos do movimento incluem ações de justiça climática na Europa e um acampamento estudantil em setembro, com intenção de consolidar um movimento internacional. Há também uma formação aberta prevista para 30 de maio e uma reunião introdutória na próxima segunda-feira.
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