Jonas Lauwiner, cidadão suíço-marroquino de 31 anos, afirma ser o rei da Suíça e construiu um suposto império de terras a partir de uma brecha do direito suíço que permite reclamar terrenos sem proprietário registado.
A autoproclamação ocorreu em 2019, numa cerimónia na igreja de Nydegg, em Berna, com a presença de clero. Um vídeo disponível no site do autoproclamado monarca mostra Lauwiner trajando vestes reais e uma coroa de ouro.
Segundo Lauwiner, o primeiro terreno em seu nome foi um presente do pai. Aos 20 anos recebeu uma parcela agrícola, que descreve como o início de uma sua ligação com a terra. Ele sustenta ter encontrado vários terrenos sem dono registado após consultar o Código Civil.
Atualmente, o monarca alega possuir cerca de 150 parcelas por vários cantões, totalizando mais de 117 mil metros quadrados. Entre as posses contam-se 83 estradas que, segundo ele, são usadas por milhares de pessoas diariamente.
A posse de vias tem gerado conflitos com autoridades locais. Em Geuensee, a vila pretende recuperar uma rua, e Lauwiner exigiu o equivalente a 164 mil euros ou a renomeação da via para Chemin Lauwiner, opção que não foi aceite.
Um advogado local apresentou queixa-crime acusando-o de exploração para fins lucrativos. Lauwiner nega a acusação, afirmando apenas cobrar taxas de manutenção e, por vezes, vender uma estrada para obter lucro.
A França 24 descreve que o modelo inclui concessão de autorizações de construção e venda de direitos de instalação de infraestruturas a empresas energéticas. A página oficial liga as propriedades à chamada Lauwiner Empire Legion, descrita como ramo militar que, segundo o site, visa preservar a paz e a segurança, ainda que o estatuto legal seja visto como par Militar.
Além do domínio fundiário, Lauwiner entrou na política local. Em 2024 foi eleito para o conselho municipal de Burgdorf, como independente sob o nome King Jonas Lauwiner, com cerca de 700 votos. Mantém ainda emprego em tempo integral numa empresa farmacêutica.
Agora Lauwiner afirma ter adquirido todos os terrenos que considerava úteis e aponta intenções de ampliar a atuação política, mirando o Conselho Nacional e o Conselho de Estado, conforme entrevista à France 24.
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