Donald Trump regressou a Washington após dois dias em Pequim, trazendo promessas de compras chinesas de aviões, petróleo e soja. O governo chinês comprometeu-se a adquirir milhares de aeronaves e matérias-primas, num contexto de busca por normalizar o comércio entre as duas maiores economias.
Na conversa com Xi Jinping, Trump afirmou que navios chineses poderão ser enviados para áreas estratégicas dos EUA, nomeadamente Texas, Louisiana e Alasca, ao mesmo tempo que o líder chinês reiterou que Taiwan é território da China, avisando sobre riscos de confronto caso a visão norte‑americana diverja da de Pequim.
Sobre o Irão, os dois países mostraram alinhamento quanto à abertura do estreito de Ormuz, mas Xi manteve cautela quanto a envolvimento direto em conflitos no Golfo. Trump assegurou a uma entrevista que Xi estaria disposto a ajudar, sem detalhar os passos futuros.
No terreno, surgiram sinais de tensão com o Irão, com declarações do ministro da Defesa de Israel a sugerir que a guerra permanece sem objetivos atingidos, o que pode prolongar a instabilidade na região e influenciar decisões sobre Ormuz.
Vários petroleiros chineses receberam autorização para atravessar o estreito desde a chegada de Trump a Pequim, num contexto em que a China continua a ser o principal importador de petróleo iraniano. A visita, contudo, não se traduziu em anúncio de ações militares.
A bordo do Air Force One, Trump garantiu ter discutido extensivamente Taiwan com Xi, descrevendo a pergunta sobre a defesa de Taiwan como decisiva, sem que haja uma resposta pública firme. O Presidente explicou que apenas ele pode esclarecer a posição americana nesse tema sensível.
Entre na conversa da comunidade