No DIAP da Amadora, Ilderlane Ferreira, de 43 anos, assumiu o homicídio da ama Lucinete Freitas, de 55, ocorrido a 5 de dezembro do ano passado, com várias pancadas numa cabeça, usando um bloco de cimento de mais de 20 quilos. A alegada agressora afirma ter agido por ciúme, justificando o crime com a quebra de confiança de Lucinete na relação entre Ilderlane e o marido que se separam. A investigação aponta que a vítima foi atraída para um local deserto, onde aconteceu o ataque, e que o cadáver foi ocultado posteriormente.
Segundo a acusação, as agressões ocorreram após uma discussão entre as duas mulheres, que já tinham discutido na manhã de sexta-feira em que o crime ocorreu. Lucinete tentou escapar quando percebeu que estava em perigo, mas acabou por não resistir às quatro pancadas desferidas com o bloco de cimento. Após o crime, Ilderlane regressou a casa com o filho bebé e manteve aparente normalidade durante o fim de semana.
Pedro Pestana, advogado de Ilderlane, disse apenas ao CM que a arguida colaborou com a investigação conforme desejava. O Ministério Público já decidiu encaminhar o caso para avaliação de sanidade mental, com uma perícia psiquiátrica no IML nos próximos dias.
Situação clínica e processo
A defesa pediu análise psicológica da arguida para aferir eventual perturbação mental que possa influenciar a responsabilidade criminal. A perícia, que decorre no IML, visa determinar a eventual imputabilidade de Ilderlane Ferreira.
Desdobramentos
O caso permanece em fase de investigação, com diligências em curso para confirmar detalhes da relação entre a vítima e o marido, bem como a cronologia dos acontecimentos na casa onde a vítima trabalhava. Não foram divulgados prazos para a conclusão da perícia nem para a emissão de uma decisão final pelo tribunal.
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