A NATO confirmou à Euronews que as forças de reforço previstas para a Polónia não integram os planos de dissuasão e defesa da aliança. A decisão insere-se num anúncio dos EUA de retirada de 5.000 soldados da Alemanha.
Washington cancelou o envio de quatro mil militares para a Polónia, dentro de um plano maior de reconfiguração da presença militar na Europa. A medida surge num contexto de atrito entre EUA e Alemanha.
No início do mês, a Administração de Washington informou a retirada de forças norte-americanas da Alemanha, citando uma revisão estratégica. A comunicação coincidiu com críticas do Chanceler alemão a ações sobre o Irã.
Merz afirmou que a gestão de Teerão humilhou a Casa Branca, segundo relatos da Euronews. Esse tom abriu espaço para especulações sobre o posicionamento das tropas na região.
O Pentágono indicou que a redução incluiria pelo menos 5.000 soldados a serem retirados da Alemanha nos próximos seis a nove meses. O desvio abrupto afetou planos de várias unidades.
A cerimónia de destacamento da 1.ª Divisão de Cavalaria, realizada a 1 de maio em Fort Hood, já mostrava a preparação de envio militar, que foi interrompido. O equipamento já seguia em trânsito.
A NATO assegurou que o impacto global na postura da aliança é limitado, pois as forças rotativas não estavam formalmente nos planos de dissuasão. O porta-voz reiterou que a presença no flanco oriental permanece.
Varsóvia reagiu de forma discrepante, esperando o reposicionamento de tropas na Polónia. O país é visto como estratégico para a defesa da região junto à Rússia.
O secretário-geral da NATO evitou comentar o tema em Bucareste, referindo apenas que a presença dos EUA na Europa continua numerosa. A Polónia afirmou estar válida para acolher reforços, se decididos.
Fontes da NATO indicaram que o governo polaco foi informado da decisão na noite de quarta-feira. O vice-primeiro-ministro polaco procurou tranquilizar, destacando o reforço das capacidades nacionais.
Entre aliados, já se prevêem mais ajustes: poderão sair mais 1.000 soldados da Alemanha para cumprir o objetivo de 5.000. O desfecho depende de decisões políticas futuras dos EUA.
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