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Tiago Oliveira deixa a liderança da Agência de Gestão Integrada de Fogos Rurais

Tiago Oliveira deixa a liderança da AGIF; equipa permanece no terreno a apoiar a Proteção Civil com simulações e previsão de incêndios durante a fase crítica

Tiago Oliveira, antigo presidente do Conselho Directivo da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF)
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Tiago Oliveira deixou a liderança da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF). O anúncio chega pouco antes do pico da temporada de incêndios em Portugal, com a demissão apresentada por motivos pessoais. A AGIF integra a tutela do ministro da Agricultura, José Manuel Fernandes.

A equipa técnica da AGIF mantém-se no terreno, a apoiar a Proteção Civil. O foco está em simulações e modelos de previsão de incêndios, segundo informações recolhidas pelo Expresso. Oliveira liderou a organismo desde 2017, após a criação da AGIF, criada na sequência dos incêndios de 2017.

Segundo o semanário, a saída não deverá afetar significativamente as operações correntes. A equipa técnica continua mobilizada para suportar a decisão operacional e antecipar cenários, com o objetivo de manter a resposta eficaz durante a fase crítica da época.

Ainda não foi revelido o nome do sucessor de Tiago Oliveira, nem se o convite a alguém já terá sido feito. Oliveira indicou ao Expresso que pediu demissão em março por motivo de saúde familiar e para se dedicar a outras prioridades.

O PÚBLICO relata que, neste momento, cerca de um quarto da equipa trabalha diretamente no apoio ao sistema de decisão em incêndios. O trabalho inclui simulações virtuais para melhorar a previsibilidade de ocorrências.

Fase Bravo

A defesa do território vai receber reforços a partir desta sexta-feira, com 11.955 operacionais, 2031 equipas, 2599 veículos e 37 meios aéreos. A Afocelca, empresa privada de proteção florestal, manterá os três helicópteros no combate aos fogos rurais.

O primeiro reforço, denominado fase Bravo, estende-se até 31 de maio, período de aumento gradual dos meios. A fase mais crítica, entre julho e setembro, poderá mobilizar 15.149 operacionais, 2596 equipas, 3463 viaturas e 81 meios aéreos, incluindo os três helicópteros da Afocelca.

Para além dos meios terrestres, dois helicópteros Black Hawk da Força Aérea vão operar pela primeira vez no apoio ao combate a incêndios rurais, reforçando a capacidade de resposta do dispositivo. A informação foi confirmada pela Agência de Proteção Civil.

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