Cole Tomas Allen declarou-se inocente na audiência federal de segunda-feira, após ser acusado de tentar assassinar o presidente Donald Trump no jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca. O caso envolve ainda agressão a um agente federal com arma mortífera e duas acusações relativas a armas.
O alegado ataque ocorreu a 25 de abril, no Washington Hilton, quando Allen atravessou um ponto de controlo de segurança e disparou uma caçadeira contra um agente dos Serviços Secretos. Um agente foi baleado, apesar de estar protegido por colete; Allen ficou ferido mas não foi atingido.
Allen, de 31 anos, foi apresentado algemado e vestia uniforme laranja. O juiz Trevor McFadden ouviu o pedido de recusa de participação de dois altos funcionários do Departamento de Justiça por possível conflito de interesse. O regresso ao tribunal está marcado para 29 de junho.
Os advogados de Allen recusaram-se a comentar. A defesa poderá tentar excluir o envolvimento de todo o gabinete da procuradora Jeanine Pirro no caso, segundo o advogado Eugene Ohm. O procurador-geral interino Todd Blanche e Pirro estiveram presentes no processo, segundo autoridades.
Allen encontra-se sob vigilância por risco de suicídio, decisão que foi retirada pela equipa prisional após a detenção. A pena máxima para a acusação de tentativa de assassinato pode chegar à prisão perpétua, caso a condenação ocorra.
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