A Câmara Municipal de Lisboa (CML) recusou responsabilidade pelo cancelamento da Queima das Fitas na capital. A festa, prevista para 15 e 16 de maio no Estádio Universitário, foi cancelada pela organização após ser licenciada pela autarquia até às 01h00. A organização, formada pela Federação Académica de Lisboa (FAL) e pela Federação Académica do Instituto Politécnico de Lisboa (FAIPL), esperava um horário até às 04h00.
A CML explicou, em comunicado, que a licença especial de ruído permitia música até as 01h00 e que os responsáveis pela organização já tinham aceitado essas condições numa reunião de 27 de abril. Desde o início do processo, a autarquia informou que, para prolongar o horário, seria necessário escolher outra localização.
O município afirmou ter recebido a notícia do cancelamento com surpresa e sublinhou que o pedido de licença já previa os condicionamentos. A organização contestou essas limitações, alegando dificuldades logísticas e operacionais que afetaram a viabilidade do evento.
Condicionantes e desdobramentos
O presidente da FAL, Pedro Neto Monteiro, indicou que o horário até às 01:00 inviabilizava a organização, nomeadamente a distribuição de artistas. Comparou a duração com Queimas de Porto e Coimbra, que vão até às 06:00, defendendo que a experiência seria de maior substância.
A FAL justificou ainda que a existência de habitações junto ao Estádio Universitário favorece uma perceção negativa de eventos recreativos, o que pode ter contribuído para a decisão de não prolongar o horário. O responsável acrescentou que o episódio se trata de uma ocorrência pontual, em apenas duas noites no ano.
Apesar do cancelamento, a FAL garantiu que a dimensão tradicional da Queima das Fitas de Lisboa permanece intacta, mantendo elementos como insígnias, serenata e bênção das fitas para ocasiões futuras.
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