O governo espanhol classificou a operação nas Canárias, envolvendo o navio MV Hondius afetado por hantavírus, como um êxito do multilateralismo. A afirmação foi feita após dois passageiros repatriados para França e EUA testarem positivo para o hantavírus, no retorno a Tenerife, nas Canárias.
As autoridades destacaram que, a bordo, seguiram-se os protocolos sanitários internacionais, com inquéritos epidemiológicos e testes realizados por peritos do ECDC e da OMS. O cruzeiro esteve em quarentena em Cabo Verde antes de chegar às Canárias.
Dois passageiros repatriados no domingo permanecem sob vigilância. O viajante americano teve um teste negativo, outro inconclusivo, sendo tratado como positivo. O caso francês apresentou sintomas no voo de repatriamento e resultado positivo à chegada.
A ministra da Saúde, Mónica García, explicou que o vírus tem período de incubação de até 42 dias, o que pode atrasar surgimento de sintomas. Os protocolos aplicados variam conforme o país de destino dos passageiros e tripulantes.
No âmbito da operação, 94 pessoas de 19 nacionalidades desembarcaram no domingo, em oito voos. Nesta segunda-feira, estão previstas mais 22 pessoas a bordo de um único voo para os Países Baixos, diluindo o envio anterior para Austrália e Países Baixos.
O barco deve partir para Roterdão com 32 tripulantes a bordo, após a desinfecção. O porto de Granadilla será desinfetado assim que o navio zarpar. O MV Hondius foi reabastecido para facilitar o retorno no final da tarde.
A operação envolve mais de 20 países e várias organizações internacionais, incluindo o rastreio de contactos. A Organização Mundial da Saúde indica que já foram confirmados seis casos de hantavírus entre quem viajou no Hondius, com três mortes.
O hantavírus Andes, detectado no navio, é uma variante rara com transmissão possível entre pessoas. Os sintomas iniciais lembram gripe, como febre, tosse e dores musculares. A OMS afirma que o risco para a população é baixo.
Entre na conversa da comunidade