Um norte-americano entre 17 resgatados do cruzeiro MV Hondius testou positivo para hantavírus, sem apresentar sintomas. A viagem ocorreu após o navio chegar a Tenerife, nas Canárias, com o voo fretado a caminho do Nebraska. O objetivo é avaliar contato próximo e risco de propagação.
Os 17 norte-americanos foram transferidos de avião ao Nebraska, onde aguardarão numa instalação de quarentena financiada pelo Governo federal. O hospital universitário coordena a avaliação inicial e o monitorização de contatos com casos sintomáticos.
A Universidade de Nebraska informou que um passageiro será encaminhado à Unidade de Biocontenção, enquanto os restantes ficarão na Unidade Nacional de Quarentena para vigilância. O paciente positivou para o vírus, mas não apresenta sintomas, segundo a autoridade de saúde.
Casos e quarentena
Entre os britânicos e franceses repatriados, o primeiro-ministro francês confirmou que um dos cinco franceses removidos apresentou sinais da doença durante o vôo de repatriação. Os cinco passageiros estão sob isolamento e seguem avaliação médica.
O Governo francês prepara, ainda hoje, um decreto para reiterar as medidas de isolamento a quem teve contacto com o hantavírus, conforme informações oficiais. Testes e avaliações de saúde devem continuar durante o processo.
OMS e evolução
A Organização Mundial da Saúde confirmou seis casos de oito suspeitos de infecção no navio. Três pessoas morreram; nenhuma das vítimas estava a bordo quando o pacote chegou às Canárias. O navio continua a viagem com parte da tripulação a bordo.
A OMS recomendou 42 dias de quarentena para quem esteve no Hondius, com seguimento activo em casa ou numa unidade de saúde. Tedros Adhanom Ghebreyesus reiterou a orientação, deixando aos países a decisão final.
Hoje devem desembarcar e repatriar-se 24 pessoas para a Austrália e para os Países Baixos. O cruzeiro segue para os Países Baixos, onde está registado e de onde é o armador, com parte da tripulação ainda a bordo.
Contexto sobre o hantavírus
O hantavírus transmitido por roedores pode causar infecções graves. A variante Andes, detectada no Hondius, é rara e pode transmitir-se entre pessoas. Os sintomas iniciais lembram gripe: febre, tosse, fadiga e dores musculares. O risco para a população em geral é considerado baixo pela OMS.
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