Donald Trump ameaçou neste sábado retomar a operação denominada «Projeto Liberdade» para escoltar navios no estreito de Ormuz, justificando pela falta de resposta de Teerão à mais recente proposta de paz dos EUA. A manobra tinha sido anunciada no fim de semana passado, mas ficou suspensa após pouco mais de dia e meio.
A Administração norte-americana considera que o Irão ainda não respondeu ao memorando de entendimento de 14 pontos, que prevê o fim da guerra, a reabertura gradual de Ormuz e negociações em 30 dias sobre sanções e o programa nuclear. Trump indicou possível retomar o projeto com mais condições, se nada for acordado.
Teerão rejeita pressões para uma decisão rápida e continua a analisar a proposta dos EUA, que mantém a exigência de cessar o conflito e iniciar negociações sobre sanções e nuclear. O Irão afirma não ceder a condicionamentos externos e aponta para a necessidade de diálogo diplomático.
A manter-se o cessar-fogo frágil, os confrontos continuam entre Estados Unidos e atores regionais, com ataques a posições militares na ilha de Kharg e tentativas de furar o bloqueio naval. Washington relata danos a navios iranianos envolvidos nessas ações.
Reforços no Médio Oriente e respostas internacionais
O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão acusa os EUA de aventurismo militar sempre que surge uma via diplomática. Enquanto isso, o Reino Unido anunciou o envio do contratorpedeiro HMS Dragon para o Médio Oriente, para uma eventual força multinacional de proteção a Ormuz, com pré-posicionamento na região. A França já enviou o porta-aviões Charles de Gaulle na semana passada, para o mesmo objetivo.
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