Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Conselheiros de Trump pedem à China explorar laços com Irão para reabrir Ormuz

Conselheiros de Trump instam a China a usar laços com o Irão para reabrir o Estreito de Ormuz, ante riscos económicos e geopolíticos

ARQUIVO - O vice-presidente dos EUA, JD Vance, e funcionários da administração Trump participam numa cerimónia de chegada ao relvado sul da Casa Branca, terça-feira, 28 de abril de 2026, em Washington
0:00
Carregando...
0:00

Em Washington, conselheiros de Donald Trump apelaram à China para explorar os seus laços com o Irão com o objetivo de reabrir o Estreito de Ormuz, uma via estratégica para o tráfego mundial de petróleo. A ideia é que Pequim utilize a influência junto de Teerão para aliviar o bloqueio do estreito, encorajando uma retoma da passagem marítima a favor de interesses internacionais.

Marco Rubio, ministro de Estado dos EUA, pediu aos responsáveis chineses que aproveitem a visita do ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, para persuadir o Irão a libertar o canal. A reunião entre Araghchi e Wang Yi, em Pequim, já ocorreu, segundo a agência oficial Xinhua.

A prioridade dos EUA é que a China reforce a pressão diplomática sobre Teerão para evitar o encerramento do estreito, que tem impactos profundos na economia chinesa, dada a dependência de Pequim de crude e gás do Médio Oriente. Rubio afirmou que é do interesse da China que o Irão preserve a conectividade comercial regional.

Outros relatos citam diplomatas próximos do tema, que indicam que Washington tem intensificado esforços para que Pequim não vete resoluções no Conselho de Segurança da ONU que visem abrir o estreito e condenar ações iranianas. O veto de China e Rússia a uma resolução anterior gerou críticas entre os aliados americanos.

O debate ocorre numa fase em que o Irão já encerrou parcialmente, de forma efetiva, a passagem pelo estuário, provocando impactos significativos na Ásia e levando Pequim a consultar Islamabad para mediar um cessar-fogo temporário. A China é o maior comprador de petróleo iraniano, o que reforça o interesse de Pequim na contenção da crise.

Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, destacou que o Irão é uma das prioridades da agenda de Trump para a cimeira com Xi Jinping, marcando a próxima reunião entre os dois líderes. Além de questões energéticas, o encontro deverá abordar comércio, relações bilaterais e condições para reduzir venda de armas dos EUA a Taiwan.

Três diplomatas próximos dos esforços de China confirmaram que Pequim tem usado a sua influência para trazer Teerão de volta às negociações, numa altura em que as negociações comerciais e de segurança entre EUA e China ocupam posição central na agenda internacional. O envolvimento chinês é visto como chave para desbloquear a passagem marítima.

Observa-se que a administração norte-americana insiste numa maior participação de Pequim na reabertura do Estreito de Ormuz, sob a premissa de interesses globais de trânsito marítimo e estabilidade regional. O tema permanece sob escrutínio à medida que os dois países se preparam para encontros de alto nível.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais