O festival que quer mostrar que o luto não deve ser vivido em solidão regressa ao Porto no próximo sábado, 16 de maio, em vários espaços da cidade. O evento junta conversas, música, pontos de escuta e atividades para crianças, com o objetivo de valorizar o cuidado com quem sofre.
Organizado pela Compassio, a iniciativa pretende abrir espaço para falar de perdas sem tabus nem pressas para seguir em frente. A presidente da associação, Mariana Abranches Pinto, sublinha a importância de desmistificar o luto e de envolver a comunidade.
O festival regressa numa versão revista e aumentada, passando por cinco locais: Praça do Marquês, Escola Superior de Educação Paula Frassinetti, Fundação Marques da Silva, Centro de Cultura Politécnico do Porto e Paróquia da Senhora da Conceição. O objetivo é atingir um público amplo.
Entre as atividades estão workshops, testemunhos, oficinas de expressão artística, pontos de escuta e momentos de autocuidado. A entrada é gratuita e o programa contempla também apresentação de livros. O foco é abrir o tema aos que atravessam o luto e a quem quer apoiar nesta fase.
A organização adianta que, no ano passado, o festival reuniu cerca de 850 pessoas, e este ano espera dobrar esse número. A iniciativa pretende ampliar a cultura de cuidado na comunidade, reforçando que cuidar de quem sofre é uma responsabilidade de todos.
Entre as atividades destacadas estão os pontos de escuta, com profissionais disponíveis para ouvir quem deseje partilhar a experiência, e a oficina de perguntas vitais sobre temas ligados a situações fatais, direcionada a famílias. A mascote do festival é um corvo amarelo, símbolo da empatia.
A Compassio é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para criar comunidades mais compassivas durante momentos desafiantes como doença, idade, solidão, morte e luto. Os participantes serão orientados por psicólogos, terapeutas do luto, escritores, artistas e voluntários, entre as 10h30 e as 20h30.
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