O rearmamento alemão avança na Alemanha, moldando uma nova leitura da defesa europeia. O debate já não é se haverá militarização, mas que tipo de potência pretende emergir: motor de uma defesa europeia partilhada ou apenas o maior Exército do continente.
No discurso inaugural no Bundestag, em maio de 2025, o novo chanceler Friedrich Merz afirmou que a Alemanha possuiria o Exército convencional mais forte da Europa. A tal afirmação, antes improvável, tornou-se referência para o rumo da política de defesa.
Um ano volvido, assentes já recursos e ambição, verifica-se uma transformação real no sector. As mudanças ocorrem num contexto externo marcado por incertezas estratégicas no espaço europeu.
Contexto estratégico e objetivos
A evolução alemã acontece numa conjuntura em que a Rússia mantém objetivos estratégicos, a dissuasão norte-americana na aliança é incerta e a Europa procura uma capacidade de defesa comum, alinhada a uma ordem de segurança ainda em construção.
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