Em Alta Eleições 2026 políticafuteboldesportoPortugalinternacionaisgovernopessoas

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mais de 200 presos em Lisboa recusam regressar às celas em protesto pacífico

Mais de 200 reclusos do Estabelecimento Prisional de Lisboa protestaram pacificamente contra as condições de reclusão; GISP desbloqueou a crise após promessa de reunião com o director

Protesto após as mortes de Daniel Rodrigues e Danijoy Pontes, no Estabelecimento Prisional de Lisboa
0:00
Carregando...
0:00

Na Ala B do Estabelecimento Prisional de Lisboa (EPL), mais de 200 reclusos recusaram-se, na manhã de segunda-feira, a regressar às celas. O protesto, tido como pacífico, foi travado pela falta de condições de habitabilidade da cadeia e pela reclusão prevista. Os manifestantes exigiam a presença do director António Leitão.

O início ocorreu por volta das 8h, quando os presos recusaram o pequeno-almoço e a medicação, segundo o presidente do SNCGP, Frederico Morais. Em vez de voltarem às celas, sentaram-se no chão da Ala B, mantendo o foco na audiência com o director.

A Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) confirmou o protesto, envolvendo sensivelmente metade dos reclusos da Ala B. Contudo, negou qualquer deslocação do director-geral Orlando Carvalho à prisão.

Orlando Carvalho chegou ao EPL durante a manhã, mas não reuniu com os reclusos. Segundo o SNCGP, não houve intervenção direta por parte do director, que não participou nas tratativas do protesto.

A intervenção chegou com o GISP, que desbloqueou a situação. Os reclusos aceitaram regressar às celas após ser prometida uma audiência de um grupo representativo com o director do EPL durante a tarde.

A DGRSP não adiantou detalhes sobre essa reunião e manteve o registo de protesto pacífico, sem ocorrências relevantes. A instituição, contudo, assegurou que não houve deslocação do director-geral.

Frederico Morais sublinhou que o desenrolar decorreu de forma pacífica, mas lamentou a ausência da ida matinal do director, que poderia ter evitado a intervenção do GISP. O objetivo era evitar um desfecho akin a um início de motim.

O EPL já tem o encerramento a prazo de 2028 em foco, com obras em 11 estabelecimentos prisionais para abrir 1142 vagas. O objetivo é transferir presos para outros recintos conforme o cronograma governamental.

Atualmente, o EPL alberga 1017 reclusos, incluindo 409 preventivos. A ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, já afirmou aos deputados que o fecho gradual se fará até 2028, começando pela Ala A e pela Ala E, consideradas as mais problemáticas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais