Cerca de 70 católicos, de várias dioceses do país, assinaram uma carta aberta manifestando perplexidade e indignação face à forma como a Igreja Católica em Portugal, e a Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), tem lidado com o tema dos abusos sexuais. A iniciativa denuncia o tom utilizado e a condução do processo de compensações.
Os signatários criticam a linguagem empregue, a forma como o programa de indemnizações foi orientado e a decisão de reduzir os montantes atribuídos às vítimas. Chamam o processo de indemnização de desastre e apontam para uma suposta falta de empatia por parte dos bispos.
Prometem manter o debate público e não ficar em silêncio, defendendo mudanças na comunicação oficial, na condução das compensações e na forma de tratar as vítimas. A carta refletiria o desejo de maior transparência e responsabilidade por parte da hierarquia e da CEP.
Signatários e reivindicações
- Os signatários abrangem dioceses diversas, reunindo vozes que exigem uma supervisão mais rigorosa do processo de indemnizações.
- A carta pede revisões nas mensagens públicas da Igreja, clareza sobre critérios de compensação e maior participação das vítimas nas decisões.
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