A divisão de energias renováveis mostra maior rentabilidade que a captura direta de CO2 (DAC), segundo uma nova análise. O estudo compara custos, impactos climáticos e de saúde pública de diferentes estratégias de mitigação entre 2020 e 2050.
A DAC envolve retirar CO2 do ar por meio de reações químicas, com o CO2 resultante podendo ser armazenado ou reutilizado. A pesquisa analisa cenários com DAC ligado à rede elétrica, avaliando custos, consumo de energia e efeitos secundários.
O estudo é da PSE Healthy Energy, com sede na Califórnia, e analisa 22 regiões da rede elétrica dos EUA. Os cenários incluem DAC a custos atuais e cenários de avanço tecnológico com reduções significativas de energia por tonelada capturada.
Segundo os resultados, investimentos equivalentes em energia solar ou eólica oferecem benefícios climáticos e de saúde por dólar investido acima dos obtidos com DAC, mesmo sob hipóteses otimistas de evolução tecnológica.
Em cenários com DAC atual, a rede elétrica associada à DAC pode gerar mais emissões de gases com efeito de estufa e poluição local do que os benefícios gerados pela mitigação, quando ligada a fontes fósseis. A expansão de renováveis mostra efeitos positivos em várias regiões.
Os autores destacam que a análise foca na eficiência de custos para maximizar o impacto por euro gasto, sem negar o papel da DAC como complemento para reduzir CO2 já presente na atmosfera, caso as emissões estejam sob controle.
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