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Governo prevê 300 vagas de detenção de imigrantes com construções temporárias

Governo confirma aumento para 300 vagas em centros de detenção de imigrantes, com construções modulares temporárias, até ao verão, para cumprir o Pacto Europeu

O secretário de Estado Adjunto da Presidência e Imigração, Rui Armindo Freitas
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O Governo vai expandir para 300 o número de vagas nos centros de detenção de imigrantes até ao verão, recorrendo a construções modulares temporárias nos espaços existentes. A medida visa cumprir compromissos do Pacto Europeu de Migração e Asilo, segundo o secretário de Estado Adjunto da Presidência e da Imigração.

Rui Armindo Freitas explicou à Lusa que o Ministério da Administração Interna está a atuar com rapidez, já que o país precisa entre 300 e 600 vagas, sendo que o Governo anterior deixou apenas 80 vagas disponíveis nos Centros de Instalação Temporária de Porto e Lisboa. O objetivo é reforçar o sistema de retorno.

Entre os motivos está a necessidade de casar as vagas com a política de retorno, com a aprovação de um diploma no Parlamento em breve. Planos para novas unidades permanecem no Plano de Recuperação e Resiliência, mas algumas localizações foram contestadas por autarquias locais.

Soluções transitórias e ações em curso

Para já, o governo vai reforçar as unidades existentes, ganhando tempo para a construção de novos espaços. Há soluções temporárias em análise pela Administração Interna, incluindo construção modular, para evitar atrasos.

Até ao momento, as reformas da legislação migratória têm contado com o apoio de vários partidos, com o Governo a defender uma reforma abrangente que permita retorno eficaz e regras que funcionem, sem excluir crianças isoladas nem criar mecanismos de regularização circular.

No caso da lei da nacionalidade, o Governo pretende um sistema de imigração que garanta que a cidadania seja atribuída por pertença real, não por conveniência. A avaliação de famílias deverá ocorrer na entrada, para evitar situações em que menores sejam usados para regularização.

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