A Organização Mundial do AVC analisa que alterações climáticas e poluição do ar podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral. O estudo agrega evidências de várias pesquisas internacionais sobre clima, ambiente e AVC.
Os investigadores destacam que a maior instabilidade climática está associada a mais casos de AVC e a óbitos por esta causa, mas lembram que as provas são principalmente de correlações, não de causalidade direta.
Clima extremo, humidade, pressão atmosférica e temperaturas extremas podem influenciar o risco. Temperaturas elevadas favorecem desidratação e sangue mais espesso, enquanto variações climáticas afetam a pressão arterial.
Impacto por perfil populacional: idosos, pessoas com perturbações metabólicas e residentes de regiões frias ou com rendimentos baixos apresentam maior vulnerabilidade aos extremos climáticos.
A Organização Mundial do AVC realça a poluição do ar como fator relevante no risco de AVC. Partículas entram na corrente sanguínea pelos pulmões, danificando paredes vasculares.
A queima de combustíveis fósseis explica a conexão entre alterações climáticas e poluição. Reduzir emissões de gases com efeito de estufa pode diminuir o risco de AVC associado ao clima.
O AVC permanece como uma das principais causas de morte e incapacidade. Em 2021, a OMS aponta 11,9 milhões de novos casos globais e uma elevada carga ao longo da vida.
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