A IA está a permitir que memórias de entes queridos já falecidos sejam simuladas através de avatares digitais. O uso destas tecnologias no processo de luto levanta dúvidas éticas e psicológicas, sobretudo sobre como lidar com a presença simulada de alguém ausente.
A discussão centra-se na linha entre conservar memórias e reproduzir a presença. Especialistas questionam o impacto emocional, a autenticidade das interações e os riscos de dependência tecnológica no momento de tristeza.
Quando esta prática começou a ganhar dimensão comercial, surgiram debates sobre consentimento, privacidade e uso de dados pessoais. Em muitos casos, as plataformas oferecem modelos de conversação que imitam traços de personalidade da pessoa falecida.
A origem do conceito remonta a uma ficção de 2013, episódio Be Right Back, da série Black Mirror, que mostrou uma tecnologia capaz de replicar um parceiro digital. Hoje, a premissa tornou-se tema de produtos e serviços reais no mercado.
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