Os maiores grupos de comunicação social apelaram a Israel para permitir a entrada de jornalistas estrangeiros em Gaza, para reportarem de forma independente. O pedido foi feito na quinta-feira por organizações como a Associated Press, BBC, CNN, MS NOW, Reuters, dpa e The Washington Post. A intenção é obter acesso direto ao terreno, independentemente, para questionar versões oficiais e ouvir civis.
Os editores afirmam que estar no terreno é essencial para uma cobertura fiável, especialmente após o cessar-fogo observado recentemente e o fim dos combates mais intensos. Questionam as justificações de Telavive para manter as restrições, sublinhando que há um mecanismo para entrada de trabalhadores humanitários, mas não para jornalistas.
Contexto de acesso e risco
Israel tinha dito que a proibição visava proteger soldados e evitar a divulgação de posições. A defesa de que Gaza é uma zona de combate continua entre as justificações. Ainda assim, as organizações destacam que a presença de repórteres estrangeiros é crucial para a verificação de informações.
Impacto na cobertura e vítimas entre jornalistas
A ausência de jornalistas internacionais deixa a cobertura principalmente a cargo de profissionais locais, que também enfrentam riscos significativos. Em mensagem anterior, a AFP já tinha alertado para dificuldades de subsistência entre repórteres palestinianos.
Mais de 200 jornalistas e profissionais da comunicação morreram no conflito, segundo o Comité para a Proteção dos Jornalistas. Entre as vítimas estavam Mariam Dagga, de 33 anos, freelancer para AP, Hussam al-Masri, da Reuters, e Moaz Abu Taha, também ligado à Reuters, mortos num ataque a uma instalação médica em agosto.
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