A Administração dos EUA vai lançar uma coligação internacional para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz, afirmou um funcionário do Departamento de Estado. A iniciativa visa manter passagem segura para navios, pese o encerramento parcial da via desde o início do conflito na região.
A ideia, chamada Maritime Freedom Construct (MFC), prevê fornecer informações em tempo real, orientação de segurança e coordenação entre parceiros para facilitar o trânsito. O objetivo é demonstrar determinação coletiva e impor custos à obstrução iraniana do trânsito, segundo o telegrama citado à AFP.
O MFC será um esforço liderado pelos EUA, com sede em Washington, envolvendo o Departamento de Estado e o Comando Central dos EUA (CENTCOM). A operação pretende ligar parceiros e a indústria de transporte para restabelecer a livre circulação no estreito.
Contexto e enquadramento internacional
O Reino Unido e a França têm estado na linha da frente de conversas sobre uma operação marítima paralela, tendo reunido mais de 50 países. O objetivo comum é assegurar uma passagem segura para o comércio mundial, critica o isolamento imposto pelo Irão.
O Irão encerrou efetivamente a passagem do Estreito de Ormuz a 28 de fevereiro, tornando-se numa via crítica para o petróleo mundial. Normalmente, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo passam pela via, o que impacta os preços globais de energia.
Repercussões e declarações oficiais
A resposta norte-americana inclui um bloqueio naval de portos iranianos imposto em 13 de abril, segundo o Comando Central dos EUA, aplicado à costa iraniana. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que tais medidas falharão em fortalecer a segurança regional.
Os analistas apontam que a cooperação internacional pode contribuir para restabelecer a liberdade de navegação, ao mesmo tempo que aumenta o custo de interrupção do trânsito no estreito. O Brent registou picos recentes, refletindo a volatilidade associada ao conflito e à contenção iraniana.
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