Emirados Árabes Unidos anunciam a saída da OPEP e do grupo OPEP+, em meio a uma revisão da política de produção de petróleo. A decisão, comunicada nesta terça-feira, passa a vigorar já na sexta-feira, 1 de maio, segundo a versão inglesa da agência WAM. A justificação dirige-se ao interesse nacional, com base numa análise de capacidade e de procura global a médio e longo prazo.
O ministro da Energia, Suhail al-Mazrouei, disse à Reuters que a decisão decorreu de uma avaliação cuidadosa das políticas de produção. O governante enfatizou que a medida não foi discutida com outros membros da OPEP, incluindo a Arábia Saudita, maior produtor do cartel. Trata-se de uma decisão política tomada de forma independente.
Membro da OPEP desde 1967, os Emirados Árabes Unidos são o terceiro maior produtor do grupo, atrás de Arábia Saudita e Irã, de acordo com o relatório de mercado de março. Analistas já antevêm que a saída de um país de peso poderá enfraquecer a coesão histórica da organização e as suas quotas de produção.
A saída acontece num contexto de instabilidade no mercado, relacionada com o bloqueio do estreito de Ormuz, que pode afetar o abastecimento global. Especialistas apontam que a alteração poderá traduzir-se em mudanças de dinâmica de oferta e preços no curto prazo.
Impacto no mercado
A justificação apresentada pelos Emirados aponta para um alinhamento com a estratégia energética do país. Ainda não há confirmação de ajustes formais nas quotas de produção da OPEP em resposta à saída. Observadores aguardam desdobramentos entre os membros remanescentes.
Entre na conversa da comunidade