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Mais de 1.100 médicos optaram por não tirar especialidade nos últimos três anos

Mais de 1.1 mil médicos não ingressaram na formação especializada nos últimos três anos, complicando o reforço de equipas no SNS e levando o Ministério da Saúde a estudar soluções

Segundo a ordem, 469 médicos decidiram não ingressar na formação especializada em 2025
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Mais de 1100 médicos deixaram de ingressar na formação especializada nos últimos três anos, um fenómeno que a Ordem dos Médicos quer combater com medidas do Ministério da Saúde. O grupo inclui 469 médicos em 2025.

A Ordem aponta que a subida de 2025, para 469, eleva o total entre 2023 e 2025 para 1183. O SNS precisa de especialistas estáveis para as equipas e para contratos com carreira firme, conforme sustentado pelo bastonário.

Entretanto, um inquérito da ACSS revelou que dois em cada três médicos que não entram na formação no último ano não entram por não ter conseguido a vaga pretendida. A indicar que a disponibilidade de vagas é central no fenómeno.

A ACSS indica também que a impossibilidade de ficar na unidade desejada pesa mais que fatores económicos. A importância da formação e da permanência do médico na área pública surge como tema-chave.

Em 2025, a OM criou um grupo de trabalho para entender as causas da não ingressão na formação. Pretende apresentar um documento robusto ao Ministério da Saúde e avançar com soluções concretas.

O bastonário comenta que a nova geração de médicos tem maior mobilidade e liberdade de escolher o caminho, incluindo formação em outro país ou exercício como prestador de serviços. A mudança de comportamento é destacada pela Ordem.

Carlos Cortes afirma que muitos médicos não escolhem o SNS por condições de formação em algumas unidades. A percepção pública sobre o SNS é mencionada como fator relevante para a decisão de carreira.

O inquérito aplicado a 507 médicos, com 254 respostas, mostra que mais de 80% tentam repetir a Prova Nacional de Acesso para melhorar a classificação. O atraso na formação é apontado como consequência.

A ACSS conclui que as descontinuidades no acesso à especialização afetam a previsibilidade formativa, atrasam a renovação geracional e podem agravar desigualdades regionais. Os impactos na resposta aos utentes são destacados.

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