O primeiro-ministro francês Sébastien Lecornu, em visita a Marselha, assistiu à cerimónia solene dedicada ao massacre arménio de 1915. A cerimónia ocorre no dia 24 de abril, data de memória tradicional em França.
Durante o evento, Lecornu destacou a ligação histórica entre França e Arménia e reafirmou o apoio francês ao povo arménio. A deslocação contou com Sabrina Agresti-Roubache, Benoît Payan e Sébastien Delogu, entre outros.
O chefe do governo francês lembrou que o massacre se trata de um crime contra a humanidade, sem, porém, deixar de valorizar a riqueza cultural arménia. A cerimónia ocorreu em Marselha, cidade com presença de comunidades arménias.
Na mensagem presidencial, Emmanuel Macron confirmou que a França relembra o massacre de 1915 e reforça a amizade entre França e Arménia, associando franceses aos arménios na memória histórica.
Lei memorial em França
França reconheceu o massacre arménio de 1915 em 2001, por meio de uma lei memorial. Esta reconhece o evento e integra o conjunto de leis memoriais que incluem outras medidas históricas no território.
Outros organismos europeus também reconheceram o massacre. O Parlamento Europeu e o Conselho da Europa emitiram reconhecimento em datas anteriores, consolidando o tema no espaço europeu.
Na União Europeia, onze Estados reconheceram o massacre, seja por lei ou por resolução parlamentar. Entre eles estão Alemanha, Bélgica, Grécia, Itália, Países Baixos e Suécia, entre outros.
Fora da UE, a Rússia, a Suíça e o Vaticano também reconheceram formalmente o massacre. No total, cerca de 23 países reconhecem o episódio histórico entre 1915 e 1923.
Três países negam explicitamente o massacre: Turquia, Azerbaijão e Paquistão, de acordo com o conjunto de reconhecimentos internacionais e fontes oficiais.
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