A Europa registou aumentos expressivos nos preços dos combustíveis entre fevereiro e março de 2026, após o início de ações militares na região. O recuo de produção e o bloqueio do Estreito de Ormuz afetaram o comércio de petróleo, cuja passagem representa cerca de 20% do global. O aumento geral ficou em torno de 13,5% na UE.
Na prática, o gasóleo sofreu the maior subida entre os combustíveis, com um incremento de quase 19% na bomba face a fevereiro. A gasolina acompanhou, aproximando-se de 15% de subida, segundo dados do Eurostat.
Entre os países da UE, destacam‑se aumentos elevados no gasóleo na Letónia, Suécia, Estónia e Bélgica, todos acima de 25%. A Eslovénia, a Eslováquia e a Hungria mostraram os menores aumentos, situando-se acima de 2% a 7%.
No gasóleo, checos e suecos registaram os maiores impactos, com aumentos próximos de 28% em alguns casos. Os consumidores de gasóleo na Alemanha e na Roménia também enfrentaram subidas superiores a 19%, segundo o relatório estatístico.
Em termos de gasolina, Bélgica, Suécia, Áustria e República Checa registaram aumentos de cerca de 15%. A Eslovénia, Eslováquia e Hungria apresentaram variações abaixo de 5%, com Itália a acompanhar esse padrão mais contido.
O Reino Unido, não integrado na mesma conta da UE, registou impacto maior sobre a gasolina e o gasóleo, com subidas de até 26% face a março do ano anterior, refletindo uma tendência de maior cobrança externa. O conjunto da UE mostrou um aumento médio superior a 10% para ambos os tipos de combustível.
A União Europeia deve ainda definir regras para reduzir auxílios estatais, numa tentativa de conter o custo para os consumidores num cenário de guerra prolongada. As autoridades indicaram que estas medidas visam atenuar a pressão sobre os preços sem comprometer a segurança energética.
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