O sargento-mor Gannon Ken Van Dyke, militar norte-americano, é acusado de ter usado informação confidencial do governo para apostar cerca de 400 mil dólares no mercado Polymarket. As apostas previam que forças dos EUA entrariam na Venezuela e que Nicolás Maduro deixaria o poder. A detenção ocorreu após a captura de Maduro, em 3 de janeiro.
Segundo o Departamento de Justiça, Van Dyke utilizou informação classificada não pública para fundamentar as apostas. O caso envolve crimes de uso ilegal de informações governamentais para ganho económico, roubo de dados, fraude eletrónica e transação monetária ilícita. A acusação indica que este pode ser o primeiro processo envolvendo uso de informação privilegiada em mercados de previsão.
Van Dyke, com 38 anos, é carreira no Exército dos EUA desde 2008 e estava destacado em Fort Bragg, Carolina do Norte. A investigação aponta que participou no planeamento e na execução da operação que rendeu a captura de Maduro. Uma fotografia publicada por Van Dyke na madrugada de 3 de janeiro é mencionada na acusação.
Acusação e dinâmica do caso
A Prosecutoria detalha que a investigação também envolve a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities e o Departamento de Justiça, com ações civis adicionais contra o militar. As autoridades não forneceram pormenores operacionais sobre a captura de Maduro.
Reações oficiais e posicionamentos
O Departamento de Justiça confirmou a apresentação das acusações. O Pentágono remeteu respostas ao DOJ. O presidente dos EUA, Donald Trump, comentou o caso sem confirmar detalhes, referindo-se a uma situação comparável a apostas em equipas próprias, sem emitir julgamentos sobre a conduta de Van Dyke.
Polymarket e cooperação
A Polymarket afirmou ter reportado o caso às autoridades. A plataforma disse que o uso de informações privilegiadas não tem lugar no seu funcionamento e reconheceu as ações legais decorrentes. A empresa não revelou informações sobre a defesa de Van Dyke.
Entre na conversa da comunidade