O Conselho da UE discutiu, em Luxemburgo, a proposta de suspender o Acordo de Associação UE-Israel devido a alegados crimes de guerra no Líbano e na Palestina. A iniciativa partiu de Espanha, Irlanda e Eslovénia, mas não obteve apoio suficiente entre os ministros dos Negócios Estrangeiros.
Os ministros analisaram a possibilidade de imagens comerciais diferenciar mercadorias produzidas em colonatos israelitas nos territórios ocupados, avançando para uma ação que exigiria consenso ou, no mínimo, apoio suficiente para uma suspensão qualificada. A forma mais contundente implicaria unanimidade entre os 27 Estados-membros.
Proposta em estudo e posições na UE
A chefe da política externa da UE, Kaja Kallas, sinalizou que as discussões vão continuar e enfatizou que a situação em Gaza e na Cisjordânia não pode ser ignorada. A Comissão Europeia deverá receber a proposta, que envolve potenciais direitos aduaneiros sobre certos produtos provenientes dos colonatos, para avaliação.
Várias capitais, incluindo Berlim e Roma, criticaram a continuidade da ação militar de Israel e alguns desenvolvimentos no Knesset. O chanceler alemão manifestou preocupação com os acontecimentos nos territórios palestinianos e descreveu como inadequada qualquer anexação parcial da Cisjordânia.
Kallas afirmou que não houve consenso suficiente entre os Estados-membros para sustentar uma suspensão total ou parcial do Acordo. A ideia de aplicar dois critérios de avaliação foi recebida com ceticismo por parte de alguns governos.
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