O comissário europeu da Energia, Dan Jørgensen, afirmou em Madrid que a crise atual provocada pela guerra no Médio Oriente é de combustíveis, não energética, e que a UE não deve voltar a importar energia da Rússia. O pronunciamento ocorreu durante o evento anual da Wind Europe.
Jørgensen sublinhou que o objetivo é eliminar por completo a importação de energia russa, reiterando que manter relações energéticas com Moscovo seria um erro estratégico para a autonomia europeia. Mostrou-se confiante de que a Europa já se afasta da dependência externa desde 2022.
O comissário lembrou que, apesar de novos desafios, a UE está mais preparada, apoiada pela expansão de renováveis e pela diversificação de fontes. Afirmou que a atual crise no Médio Oriente tem custo diário elevado em combustíveis fósseis e pediu aceleração da transição energética.
Contexto e próximos passos
Jørgensen indicou que a Comissão Europeia deverá apresentar, na quarta-feira, propostas relevantes para enfrentar a crise. Defendeu um sistema energético mais flexível e integrado para reduzir desperdícios e explorar plenamente o potencial das renováveis.
O comissário enfatizou a necessidade de simplificar licenciamentos e avançar com a vontade política como fator determinante para acelerar investimentos em energias próprias, com especial destaque para o setor eólico.
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