Conceição Ramos, conhecida pela defesa dos direitos das trabalhadoras domésticas, morreu nesta segunda-feira. A octogenária estava em cuidados paliativos no Hospital de Chaves há cerca de um mês. A confirmação partiu de amigos próximos ao PÚBLICO.
Nascida em 1941, Conceição dedicou a vida à luta pelas condições de trabalho das empregadas domésticas. A participação da juventude operária católica abriu-lhe o caminho para uma atuação pioneira no sindicalismo.
Antes de 1974, já liderava grupos que defendiam as trabalhadoras do serviço doméstico, preparando o terreno para a criação do Sindicato do Serviço Doméstico, fundado por ela mais tarde. A luta estendeu-se por décadas.
Trajetória e Legado
Posteriormente, em 1983, afastou-se do sindicato por cansaço e passou a trabalhar numa empresa de limpeza ligada à Estação de Caminhos-de-Ferro da Amadora. Três anos depois, o sindicato foi extinto, integrando-se numa outra estrutura sindical.
Passaram-se cerca de 40 anos até uma alteração ao Código do Trabalho reforçar a proteção das trabalhadoras domésticas, marcando um ponto de viragem na legislação portuguesa.
Conceição viveu grande parte da vida na região de Lisboa, mas, por casamento, mudou-se para Chaves, onde residiu até ao fim. A sua história ficou associada à defesa dos direitos laborais das criadas de servir.
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